Adega no Instituto do Vinho da Madeira

Alguns tonéis de grande porte no Instituto do Vinho da Madeira

Envelhecimento

Depois do processo de refinação, o vinho está pronto para ser posto a repousar. O prímeiro período de repouso dura dois anos, por vezes mais, e é cuidadosamente controlado e verificado.

Assim como a refinação, o repouso é essencial ao vinho. São tratamentos que requerem cuidado, paciência e precisão. De vez em quando, permite-se também ao vinho arejar. Este tratamento consiste em bombear o vinho através duma mangueira introduzida na pipa por um orifício no topo. O vinho bombeado vai de encontro a uma prancha colocada acima da superfície do vinho e é este movimento que lhe permite apanhar ar. Esta fase de arejamento ou oxigenação permite evitar a estagnação e melhorar o aroma e paladar do vinho. O processo é repetido tantas vezes quando necessário. Quando se detecta turvação no vinho é necessário voltar a refinar, por vezes também várias vezes antes de estar pronto para exportação.

Mistura

Um dos requisitos para um perfeito vinho Madeira é a mistura dos vinhos e  na maioria dos casos o protagonismo vai para o Tinta Negra Mole.
Em geral, os vinhos são misturados entre si de acordo com a sua origem, idade e coloração. São depois classificados em lotes e deixados aos cuidados do tempo. Antes da praga phylloxera durante o séc. XIX os vinhos eram classificados por colheitas, mas após esta epidemia começaram a utilizar os vinhos velhos para mistura e apuramento dos novos.
Os vinhos velhos são o fulcro do sistema Solera. Anualmente, certos vinhos são escolhidos para futuras soleras.

Garrafas de Boal velho.

Vinhos do passado.

Uma garrafa com a garantia de qualidade do Instituto do Vinho da Madeira.

O vinho Madeira é controlado rigorosamente. Só o melhor recebe a garantia de qualidade do Instituto do Vinho da Madeira. Este método de controle de qualidade foi introduzido em 1979.

Mas o que são as “Soleras”?!!!

O tratamento em Soleras começa numa fila de tonéis de Madeira velho, uns ao lado dos outros. As criadeiras são “creches”, nas quais pipas seleccionadas de Madeira velho (separadas por casta: uma de Malvasia, uma de Boal, etc.) ficam numa primeira fila a nível do solo. Outra fila de tonéis do mesmo tipo de vinho, mas de uma colheita diferente fica logo acima. Depois vem uma terceira e uma quarta filas hierárquicas, formando assim as “criadeiras”. O vinho é retirado de uma pipa da fila do solo para ser refrescado por uma colheita mais recente, e assim por diante. Os vinhos novos são misturados com os mais velhos com o objectivo de preservar o seu carácter inicial. Entre o vinho que refresca e o que é refrescado pode existir uma diferença de idade de vinte anos de misturas alternardas. O processo de maturação é mantido mais ou menos no mesmo nível em cada fila, para que o produto final mantenha um carácter consistente.

O vinho só está pronto a ser engarrafado após vários anos de trabalho árduo e espera paciente. Como toque final, o vinho é filtrado num cilindro desenhado para o efeito com cerca de 200 anéis de algodão tecido (existem também outros tipos de filtros). Após esta filtragem, o vinho sofre a pressão de atravessar os estreitissimos anéis de algodão e atravessar um tubo com 1/2 cm de espessura para a máquina de engarrafar. Finalmente, é arrolhado e rotulado manualmente, para estar pronto a receber o selo de garantia de  qualidade do Instituto do Vinho da Madeira.

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