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A Landowner

Mesmo os produtores de vinho de zonas mais remotas da Ilha, como São Vicente, não escaparam ao flagelo que  atingiu as vinhas no século dezanove.

Visitantes Indesejados

Os agricultores lidam com  toda a espécie de obstáculos,  mas nunca se deixam desanimar,  quer sejam  assolados por secas, tempestades ou guerras. Só existe uma coisa  que pode  vencer até o espírito  mais persistente: o ataque implacável da doença da vinha
São poucos os que resistem à visão desoladora das  suas culturas,  produto de décadas de trabalho árduo, completamente  destruidas...

Dois  “visitantes” tão  terríveis no espaço de menos de um quarto de século, poderiam certamente ter posto fim à produção do vinho na Madeira: a  Mangra (oïdium Tuckeri) em 1852, destruiu 90 por  cento de toda a produção vinícola da Ilha, e a Filoxera (phylloxera vastatrix ) trazida em 1873 do Novo Mundo  (América). Foi graças  à  coragem, visão e devoção de  alguns mercadores ingleses instalados na Madeira, em  particular Thomas Leacock e Charles Blandy que a indústria  do vinho não caíu numa profunda e, quem sabe, irreversível apatia. Thomas Leacock é  lembrado especialmente pelo seu empenho e sucesso na introdução  de vinhas americanas mais profilácticas e resistentes à doença.

A herança de Charles Blandy

A existência de castas pre-phylloxera e pre-oïdium na Madeira, devem-se à visão e coragem do inglês Charles Blandy. Foi ele que incentivou ao cultivo de cepas de castas do mais fino vinho Madeira durante estes anos conturbados, quando todos os outros tinham já perdido toda a fé no futuro deste comércio. Vinhas estas que provaram ser de grande valor não só para os seus descendentes e a sua firma, que continua na família, mas também para  a  grande fama que conferiram à produção do vinho na Madeira.

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